De acordo com a escala espacial os fenómenos geológicos podem-se dividir em: locais, regionais e globais. Os fenómenos locais são aqueles que afectam uma região muito limitada como por exemplo, um deslizamento de terra. Os fenómenos regionais são aqueles que afectam um sector mais amplo como pode ser o caso de uma interrupção na sedimentação. Os fenómenos globais são aqueles que afectam todo no nosso Planeta e temos como exemplo a mudança do campo magnético.
A unidade básica da mediada do tempo geológico é o milhão de anos (Ma), podendo também ser aceite medidas inferiores como as centenas de milhões de anos para um melhor entendimento de alguns acontecimentos mais recentes.
Os registos estratigráficos, que tratam os reflexos da sedimentação ao longo do tempo, são registos que representam intervalos na ordem dos vários milhões de anos.
Com o fim de compreender melhor a magnitude do tempo geológico, vamos compara-la com um intervalo de tempo mais pequeno, 1 ano, ou seja, vamos colocar a idade da terra (45000 Ma) “dentro” de 1 só ano:
- Meados de Março: As rochas mais antigas são conhecidas.
- Maio: Indícios de vida nos mares
- Meados de Novembro: Inicio do Câmbrico
- 15 a 26 Dezembro: Idade dos dinossauros
- Tarde de 31 de Dezembro: Aparecimentos dos Hominídeos
- 31 de Dezembro, 23h 59min 45s: Retirada dos glaciares da Europa
- 31 De Dezembro23h 59min 50/55s: Auge do Império Romano
- 31 Dezembro, 23h 59min 57s: Descoberta da América do Norte
Em seguida fica uma imagem da tabela cronostratigrafica, retirada do livro de Geologia do 12º ano, com dimensões de tempo em Ma.
Bibliografia:
Juan A. Vera Torres (1994) - Estratigrafia. Principios y Métodos. Ed. Rueda, Madrid
Exemplo de "ripples marks" em sedimentos actuais (A) e num arenito (B)


Ex: Série metamórfica cortada por filões